quarta-feira, 4 de março de 2009

Para refletir sobre o trânsito




Vivendo em lugares públicos: todo lugar é público?

O trânsito é feito de leis, mas as leis são feitas pelo homem, que vive em sociedade. Na vida, diferentemente do trânsito, não há mão única: todos interagem, uns com os outros, nas diversas situações do cotidiano. Esse acidente em Rio Pardo (imagem acima), na RS-287, me fez pensar nisso.
Todos sabemos que é nosso direito ser bem atendidos em estabelecimentos comerciais, mas nem sempre atendemos bem aos funcionários que recolhem nosso lixo, por exemplo. Queremos ser bem tratados quando chegarmos à velhice, mas nem sempre somos compreensivos com as pessoas mais velhas.
Devemos fazer do trânsito um lugar de convívio social, público, conservado e respeitado por todos. Será que é fácil pensar nas vias públicas como lugares que são de todos e agir em locais públicos realmente com solidariedade e sem preconceito?

Leiam a reportagem, publicada hoje, no site da Zero Hora:

Trânsito | 04/03/2009 | 10h33min

Sobreviventes relatam pânico em acidente em Venâncio Aires

Oito pessoas morreram no choque de micro-ônibus contra caminhões

Carlos Wagner | carlos.wagner@zerohora.com.br

Dois sobreviventes do acidente na RS-287 em Venâncio Aires relataram os instantes de pânico pelos quais passaram na manhã desta quarta-feira. O micro-ônibus em que viajavam era da prefeitura de Sobradinho e levava 14 pessoas, além do motorista, para atendimento médico em Porto Alegre.

Por volta das 5h, horário em que havia muita cerração sobre a estrada, conforme relatos de passageiros e policiais militares que atenderam à ocorrência, o veículo se chocou contra um caminhão-baú e depois foi atingido por um caminhão boiadeiro. Outro caminhão-baú também se envolveu no acidente, mas com menos danos.

O aposentado Abelardo Rodrigues de Freitas, 66 anos, contou que se encontrava sentado no banco da frente do coletivo, do lado direito. Ele estava sonolento quando, de repente, houve um estouro. Ele acordou e a seguir ocorreu o segundo estouro. Aí o pânico tomou conta dos ocupantes do veículo.

Outro passageiro, Valdecir Stein, estava em uma poltrona central, no lado direito. Em meio ao susto com os choques, viu pertences caindo pelo micro-ônibus e gente gritando. Quando o coletivo parou de se movimentar, ele saiu do veículo e foi para a estrada pedir ajuda. Lamentou que ninguém parou para ajudar.

Veja onde foi o acidente:



terça-feira, 18 de novembro de 2008

Tempo, tempo, tempo, mano velho!



Será que o dia não poderia ter umas 32 horas? Eu tenho trabalhado umas 18 horas por dia e descansado umas 4 horas (as demais são para coisas fisiológicas, não entremos em detalhes...).


Acho que esse poema do Mário Quintana tem feito sentido pra mim ultimamente, então divido aqui com vocês (sejam lá quem forem os correspondentes a esse referente...):





O tempo


'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, a única falta que terá será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'
Mário Quintana

sábado, 15 de novembro de 2008

Um poema que me fez refletir...

Para o Resto de Nossas Vidas

Silvana Duboc


Existem coisas pequenas e grandes, coisas que levaremos para o resto de nossas vidas.

Talvez sejam poucas, quem sabe sejam muitas, depende de cada um.

Depende da vida que cada um de nós levou.

Levaremos lembranças, coisas que sempre serão inesquecíveis para nós.

Coisas que nos marcarão, que mexerão com a nossa existência em algum instante.

Provavelmente iremos pela vida afora, colecionando essas coisas.

Colocando em ordem de grandeza...

Cada detalhe que nos foi importante.

Cada momento que interferiu nos nossos dias.

Que deixou marcas.

Cada instante que foi cravado no nosso peito como uma tatuagem.

Marcas, isso...

Serão marcas.

Umas mais profundas, outras superficiais.

Porém, com algum significado também.

Serão detalhes que guardaremos dentro de nós e que se contarmos para terceiros talvez não dêem a menor importância, pois só nós saberemos o quanto foi incrível vivê-los.

Poderá ser uma música, quem sabe um livro.

Talvez uma poesia, uma carta, um e-mail, uma viagem.

Uma frase que alguém tenha nos dito num momento certo.

Poderá ser um raiar de sol, um buquê de flores que se recebeu, um cartão de natal, uma palavra amiga

num momento preciso.

Talvez venha a ser um sentimento que foi abandonado, uma decepção.

A perda de alguém querido, um certo encontro casual, um desencontro proposital.

Quem sabe uma amizade incomparável, um sonho que foi alcançado após muita luta, ou um que deixou de existir por puro fracasso.

Pode ser simplesmente um instante, um olhar, um sorriso, um perfume, um beijo.

Para o resto de nossas vidas levaremos pessoas guardadas dentro de nós.

Umas porque nos dedicaram um carinho enorme, outras porque foram o objeto do nosso amor.

Ainda outras por terem nos magoado profundamente.

Quem sabe haverá algumas que deixarão marcas profundas por terem sido tão rápidas em nossas vidas e terem conseguido, ainda assim, plantar dentro de nós tanta coisa boa.

Lá na frente é que poderemos realmente saber a qualidade de vida que tivemos.

A quantidade de marcas que conseguimos carregar conosco, e a riqueza que cada uma delas guardou dentro de si.

Bem lá na frente é que poderemos avaliar do que exatamente foi feita a nossa vida.

Se de amor ou de rancor, se de alegrias ou tristezas, se de vitórias ou derrotas, se de ilusões ou realidades.

Pense sempre que hoje é só o começo de tudo.

Que se houver algo errado ainda está em tempo de ser mudado.

E que o resto de nossas vidas ainda está em nossas mãos.

domingo, 2 de novembro de 2008

Cá estou!

Olá a todos! Estava aqui escrevendo minha monografia, atualizando minha agenda e navegando pela internet (hehe, várias coisas ao mesmo tempo, pra variar...), então pensei: por que não ter meu próprio blog? E aqui estou, escrevendo...
Não sei ainda o conteúdo que terá esse blog, só sei dizer que estou gostando da idéia de tê-lo. Aceito sugestões, desde que não sejam conteúdos impróprios (mas o que seria um "conteúdo impróprio"? Acho que isso é um tanto subjetivo...).

Bem, resumindo e finalizando essa postagem, SEJAM TODOS BEM-VINDOS!

Um grande abraço.